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Corus, Itú e Bastidores do Brasileiro Terminou de forma modesta a participação de Mequinho no Torneio de Corus. Surpreendeu-me sua derrota para Kasimdzhanov em um final empatado, pois a técnica é um dos seus pontos fortes. Empates contra fortes adversários nas últimas rodadas implicaram uma perda modesta de rating. Faltou agressividade ao brasileiro durante o torneio. É possível unir um repertório e estilo de jogo sólidos à sede de vitória, mas a impressão que tive é que Mequinho procurava deliberadamente o empate em todas as partidas. Essa estratégia não é adequada contra enxadristas jovens e talentosos, que não aceitam empate e que colocam pressão a todo instante. Karjakin saiu vitorioso no torneio A, após vencer uma dramática partida contra Dominguez na última rodada. Durante a partida gostava muito da posição do cubano. O plano com g4 seguido de h4 foi profundo e correto, dando forte iniciativa ao branco. Mas Karjakin manejou melhor as complicações e conseguiu um título que não deixa de ser surpreendente. No B Short estragou seu torneio ao perder uma posição ganha contra Caruana, que acabou levando o título. No C, merecidíssima vitória do jovem filipino Wesley So. No calendário nacional, neste domingo teremos uma interessante etapa de 21 minutos em Itú, com boa premiação. O evento estará lotado, com participação de mestres e grandes mestres. A nota final deste post é bem negativa e mostra o descaso de alguns organizadores com os enxadristas profissionais do país. Em uma crônica anterior, citei alguns erros da organização da Final do Brasileiro Absoluto, realizada em Porto Alegre. Talvez o erro mais grave de todos - durante a competição - tenha sido a forma como alguns dos organizadores do evento trataram os participantes. Para ilustrar, cito que, por ter reclamado da alimentação insuficiente oferecida aos jogadores durante um dos almoços, fui agredido verbalmente por um organizador cinco minutos antes do início da segunda rodada. Mas problemas maiores estavam por vir. A cerimônia de encerramento, para surpresa de todos e fato inédito em minha carreira, transcorreu sem qualquer menção à premiação dos jogadores. Atônitos, tivemos que procurar o Presidente da FGX na ocasião, Sr. Ladir Brandt, para maiores explicações. Este nos solicitou os dados bancários para depósito futuro (em uns "dois dias"). Isto em si já é um absurdo completo, pois é dever de qualquer organizador pagar a premiação ao término do evento. Lamentavelmente, a imensa maioria dos participantes ainda não viu a cor do dinheiro até agora, o que caracteriza um calote de uma antes prestigiada Federação e justo no principal torneio do ano. Espero que as medidas legais sejam tomadas para que essa situação não se repita no futuro. Saudações,
Rafael Leitão
Escrito por axrl às 22h20
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Rafael dá autógrafos na Sibéria.
Escrito por axrl às 10h46
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